quinta-feira, 7 de junho de 2012

PENSAMENTO EM BUSCA


“A confiança profunda não tem nada de ingénua, caminha lado a lado com o discernimento...”



Irmão Roger, Presientes una felicidad?; PPC, Editorial y Distribuidora, SA (Madrid, Espanha), 2008

grão de mostarda

quarta-feira, 6 de junho de 2012

AO ENTARDECER


Aproximaram-se de Jesus alguns saduceus, que afirmam não existir ressurreição. E perguntaram-lhe: “Mestre, uma mulher ficou viúva e sem filhos. Como Moisés deixou escrito* que a mulher que se deverá casar o irmão do anterior marido, para que tenha descendência, ela casou com outro dos sete irmãos do marido. E todos eles se casaram com ela e foram morrendo, sem nunca deixarem descendência. Finalmente morreu ela. Quando chegar a ressurreição, qual deles a tomará por mulher?” Então, Jesus respondeu: “Quando ressuscitarem os mortos, nem os homens nem as mulheres se casarão... E também não viram escrito o que diz Deus?: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac, o Deus de Jacob? Pois, Deus não é um deus de mortos, mas de vivos. Estais equivocados” (ver Marcos 12, 18-27)

“A resposta de Jesus não significa qualquer tipo de contraposição entre o terreno e o celestial, como se o matrimónio e a sexualidade fossem coisas terrenas, das quais nos livraremos no céu (...). Jesus não se refere a isso. Limita-se a dizer aos saduceus que o exemplo que eles lhe colocaram não demonstra nada”.

 

* ver Deuteronómio 25, 5-10
? ver Êxodo 3, 6

AO ENTARDECER… espaço de busca no final do dia, a partir de pequenos comentários do teólogo espanhol José María Castillo – http://blogs.periodistadigital.com/teologia-sin-censura.php –, sobre as propostas de Jesus. Extractos retirados do seu livro “La religión de Jesús – Comentarios al evangelio diario”, editado pela Desclée De Brouwer (Bilbao), 2011.
 

grão de mostarda

PENSAMENTO EM BUSCA


“Que significa, para um ser plenamente adulto, unir o espírito de infância e a maturidade concedida por largos anos de experiência? A infância não tem o monopólio da confiança, mas Deus torna-se acessível aos corações humildes que se abandonam a ele.”


Irmão Roger, Presientes una felicidad?; PPC, Editorial y Distribuidora, SA (Madrid, Espanha), 2008



grão de mostarda

terça-feira, 5 de junho de 2012

AO ENTARDECER


Uns fariseus e partidários de Herodes perguntaram a Jesus se era justo pagar os impostos. “É lícito pagar a César ou não?”, perguntaram. E jesus respondeu: “Mostrem-me uma moeda: de quem é este rosto e esta inscrição?”. Eles disseram: “De César”. Então Jesus disse: “Devolvei ao César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. Eles ficaram admirados com a resposta. (ver Marcos 12, 13-17)

“ (...) Os que fizeram a pergunta a Jesus eram indivíduos seguidores de Herodes, um rei déspota que, de acordo com os historiadores Josefo e Tácito, arruinou o povo com impostos brutais. Os impostos eram cobrados com moeda romana. E disso se aproveitavam, como é lógico, César e herodes. Mas também retiravam interesses os sumos-sacerdotes, que aumentavam os lucros do Templo mediante o dinheiro romano que era a moeda circulante.

Tendo isto em conta, se Jesus tivesse dito que era necessário pagar impostos, dava razão aos canalhas que viviam da exploração fiscal sobre as populações pobres. A questão aclara-se quando nos damos conta de que Jesus não disse ‘pagai ao César’, mas sim ‘devolvei ao César’ (...). O que Jesus disse, portanto, é: ‘devolvei ao César o seu dinheiro, e que o coloque onde desejar, e não vos aproveiteis dele. E a Deus, devolvei-lhe a honra e o respeito que estais roubando à força de tanto explorar os pobres e os humildes.”

 
Ilustração: John Singleton Copley (sécs. XVIII/XIX)

AO ENTARDECER… espaço de busca no final do dia, a partir de pequenos comentários do teólogo espanhol José María Castillo – http://blogs.periodistadigital.com/teologia-sin-censura.php –, sobre as propostas de Jesus. Extractos retirados do seu livro “La religión de Jesús – Comentarios al evangelio diario”, editado pela Desclée De Brouwer (Bilbao), 2011.


grão de mostarda


PENSAMENTO EM BUSCA


“Por vezes, a idade adulta julga adquirir autoridade, ao julgar com severidade os acontecimentos e, inclusivamente, com pessimismo. Impõe-se uma vigilância para não se deixar paralisar por quem dramatiza as situações e tenta incutir temor. A tristeza é mais contagiosa que a alegria e a paz de coração.”

 Irmão Roger, Presientes una felicidad?; PPC, Editorial y Distribuidora, SA (Madrid, Espanha), 2008
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