sexta-feira, 13 de abril de 2012

PENSAMENTO EM BUSCA


 Jesus está vivo na alegria de um coração desprendido.
  
 grão de mostarda

AO ENTARDECER

Dia 12 de Abril de 2012

Os dois discípulos vindos de Emaús, ao chegarem a Jerusalém, contaram aos companheiros o que lhes havia acontecido: que haviam reconhecido Jesus, ao partir o pão. E enquanto contavam isto, Jesus fez-se aparecer e disse: “A paz esteja convosco... Olhem para as minhas mãos e para os meus pés. Sou eu mesmo... E vocês são testemunhas destas coisas.” (ver Lucas 24, 35-48)

“Os relatos das aparições querem destacar a identidade entre o Crucificado e o Ressuscitado (...). Por isso, o Ressuscitado mostra, como sinais da sua identidade, as suas mãos e os seus pés (...). O importante aqui está em que os sinais de identidade do Ressuscitado são todos os sinais de identidade humana: mãos, pés, carne, ossos, comer...
Portanto, o que foi exaltado na Glória, não continua apenas a ser identificado com o humano, mas é precisamente no humano onde ele pode ser identificado (...) ”



AO ENTARDECER… espaço de busca no final do dia, a partir de pequenos comentários do teólogo espanhol José María Castillo – http://blogs.periodistadigital.com/teologia-sin-censura.php –, sobre as propostas de Jesus. Extractos retirados do seu livro “La religión de Jesús – Comentarios al evangelio diario”, editado pela Desclée De Brouwer (Bilbao), 2011.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

PENSAMENTO EM BUSCA


Jesus está vivo na simplicidade de vida de um coração generoso.

 grão de mostarda

AO ENTARDECER

Dia 11 de Abril de 2012

Dois discípulos abandonaram Jerusalém e puseram-se a caminho de uma aldeia chamada Emaús, e iam a discutir os acontecimentos depois da morte de Jesus. Enquanto falavam, Jesus aproximou-se deles, perguntando-lhes do que se tratava. Eles então, admirados daquele caminhante desconhecido não saber o que se passara em Jerusalém por aqueles dias, relataram crucificação de Jesus, sublinhando: “E nós esperávamos que ele fosse o futuro libertador de Israel”. E concluíram: “Alguns dos nossos foram ao sepulcro dele mas não viram, apesar de algumas mulheres afirmarem que uns anjos lhes haviam dito que ele estava vivo”... E ao chegarem a Emaús, convidaram Jesus para permanecer com eles, porque já ia sendo noite. Na mesa, Jesus tomou o pão, pronunciou a bênção, partiu-o e deu-lho. Abriram-se-lhes os olhos e disseram: “Não nos ardia o coração enquanto falava connosco?”... Correram a Jerusalém, onde encontraram os outros discípulos, dizendo: “O Senhor ressuscitou”... (ver João 24, 13-35)
“Seja qual for o ‘valor histórico’ que se conceda a este relato, o ‘significado religioso’ (para a fé) está claro. É o relato que explica o regresso dos que haviam abandonado a comunidade. Por que haviam saído e por que regressaram. Tudo isto é o que explica o episódio dos discípulos de Emaús.
Tinham-se ido porque haviam perdido a esperança. Não a esperança na outra vida, mas sim a esperança nesta vida. Pensam que Jesus já nada tem para eles: ‘esperávamos’. Pensavam que Jesu ia governar o mundo. E fracassou (...).
Escutam o ‘caminhante desconhecido’, acolhem-no (...) Acolher o ‘caminhante desconhecido’ é acolher Deus (...) E abrem-se-lhes os olhos para ver Jesus ao ‘partir o pão’. Assim recuperam as esperanças perdidas e com elas a alegria. É o caminho do retorno.”


Ilustração: Diego Velásquez (Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque-EUA)

AO ENTARDECER… espaço de busca no final do dia, a partir de pequenos comentários do teólogo espanhol José María Castillo – http://blogs.periodistadigital.com/teologia-sin-censura.php –, sobre as propostas de Jesus. Extractos retirados do seu livro “La religión de Jesús – Comentarios al evangelio diario”, editado pela Desclée De Brouwer (Bilbao), 2011.

quarta-feira, 11 de abril de 2012