Jesus censurou as cidades onde havia realizado quase todos os milagres…
“Ai de ti Corozaín! Ai de ti Betsaida! Se em Tiro e em Sidon tivessem sido
feitos os milagres que em vós foram realizados, há muito já se teriam convertido…
E tu, Cafarnaum, pensas atingir o céu? Descerás ao abismo. Porque se em Sodoma
se tivessem realizado os milagres em ti realizados, tinham permanecido até
hoje…” (ver Mateus 11, 20-24)
“Antes de mais, há que dizer que as recriminações sobre Corozaín e Betsaida são
‘narrativamente’ falsas (U. Luz). Ou seja, Jesus nunca pronunciou aquelas
ameaças. Porque, até ao momento em que são referidas no relato de Mateus, nunca
se havia mencionado algum dos milagres, em tais cidades. E quanto a Cafarnaum,
não há notícia alguma de que ali (Jesus) tenha sido rejeitado pelas pessoas da
cidade.
O que ‘narrativamente’ é falso, tem ‘teologicamente’ uma razão de ser: o
redactor desta narração colocou na boca de Jesus uma ameaça de forte rejeição
para com as cidades galileias, que, na ocasião em que o texto foi escrito
(uns 40 depois da morte de jesus), expressava algo que os cristãos daquela
época viviam intensamente: a rejeição de Jesus, da qual haviam sido
responsáveis os dirigentes judeus(…).”
Foto:
ruínas da cidade de Cafarnaum (Palestina)
AO
ENTARDECER… espaço de busca no final do dia, a partir de pequenos comentários
do teólogo espanhol José María Castillo – http://blogs.periodistadigital.com/teologia-sin-censura.php
–, sobre as propostas de Jesus. Extractos retirados do seu livro “La religión
de Jesús – Comentarios al evangelio diario”, editado pela Desclée De Brouwer
(Bilbao), 2011.
grão de mostarda