Dia 29 de Maio de 2012
Pedro voltou-se
para Jesus e disse-lhe: “Repara que nós deixámos tudo para te seguir”. E Jesus
retorquiu: “Asseguro-vos que quem deixar a casa, os irmãos, a mãe e o pai, os
filhos ou as terras, por mim e pela boa-notícia do reino, receberá, neste tempo
em que vivemos, cem vezes mais...” (ver Marcos 10, 28-31)
“O essencial, que ensina este breve e denso relato, é que o determinante no
projecto de Jesus é a liberdade real e efectiva perante tudo o que amarra e nos
condiciona na vida (...).
Isto não quer dizer que, para se ser cristão e seguidor de Jesus, seja
imprescindível andar de um lado para o outro, sem casa, sem família, sem
profissão... Isto seria uma extravagância sem sentido, se se pretendesse fazer
disso a norma fundamental do cristianismo. Pedro seguiu [Jesus] possuindo e
utilizando a sua barca (ver João 21, 2-3), ou seja, a sua propriedade e o seu
modo de vida (...).Colocar a liberdade ao serviço dos demais é a mística dos
cristãos (...).”

AO
ENTARDECER… espaço de busca no final do dia, a partir de pequenos comentários
do teólogo espanhol José María Castillo – http://blogs.periodistadigital.com/teologia-sin-censura.php
–, sobre as propostas de Jesus. Extractos retirados do seu livro “La religión
de Jesús – Comentarios al evangelio diario”, editado pela Desclée De Brouwer
(Bilbao), 2011.
grão de mostarda