ACOLHER o SER
que nos habita… Só na gratuidade acolheremos o SER que somos; na gratuidade
destronam-se as falsas imagens e as aparências que nos iludem. A gratuidade
recupera-nos a alegria de coração e a transparência de vida.
DESPOJARMO-NOS…
O despojamento é uma atitude de confiança no SER que nos habita – perdermo-nos
para nos encontrarmos. Despojamo-nos dos vazios, dos julgamentos, dos medos,
dos poderes; de tudo o que inibe a nossa vida de ser um dom para nós e para os
outros. Despojarmo-nos não é uma decisão de momento; é um caminho iniciado cada
manhã.
ESCUTARMO-NOS…
Que desejos nos falam? Que apelos nos dominam? Escutar o SER que nos habita
conduz-nos ao reconhecimento da nossa verdadeira identidade. E assim não
consentiremos que o banal e o provisório, a iniquidade e a vingança nos
subjuguem e nos consumam.
HABITARMO-NOS…
Tomar consciência da nossa existência, do SER que nos habita exige, pouco a
pouco, nos perdoemos, desfazendo as ataduras que impõem mais dor e nos
impossibilitam construir a casa sobre a rocha.
REENCONTRARMO-NOS…
Buscarmos o mais profundo de nós mesmos, abandonados os enganos e as máscaras,
é permitir o silêncio absoluto para reencontrar o SER que nos habita.