domingo, 11 de janeiro de 2015

ESCUTAR O AMOR



Jesus disse: “Deus fez o sábado para benefício do ser humano, e não o ser humano por causa do sábado.” (ver Marcos2, 23-27)

“Mais do que com a rigidez doutrinal, os nossos contemporâneos esperam (ou alguns ainda esperam) encontrarem-se com homens e mulheres que, na sua experiência de encontro com Jesus, testemunham pela sua própria história de vida, que o sábado foi feito para o Homem e não o Homem para o sábado, e que DIANTE DA DOR DO OUTRO NÃO HÁ NENHUMA LEI QUE SE SOBREPONHA À MISERICÓRDIA.”

Carlos Maria Antunes, monge cisterciense, in “Jesus, o mistério que nos atravessa – da Ideologia à Relação” (texto incluso em “Jesus uma Boa Notícia”, Carlos Maria Antunes e Gustavo Sousa Cabral, Livraria Fundamentos, Abril 2014)




ESCUTAR A VIDA



Caríssimas e caríssimos,

a reflexão que Paula Guerreiro nos oferece hoje constitui como que o “ponto final” dos PENSAMENTOS EM BUSCA desta semana – a  única abundância da bondade de coração é amar. E quando não nos amamos, não podemos amar alguém nem permitiremos deixarmo-nos amar…

Fraternalmente,

grão de mostarda


QUANDO NÃO NOS DEIXAMOS TOCAR


É uma faculdade do Ser Humano, um dom, podermos exprimir o nosso amor através do contacto, do toque,  e esta nossa capacidade é tão pouco valorizada. Por vezes até menosprezada. 

O quanto nós podemos dar, sobretudo às crianças, aos idosos, aos doentes, através desta nossa capacidade! Descobri um excerto no livro “A Mística do Instante”, de José Tolentino de Mendonça que aborda este tema. Espero que gostem.

 Paula Guerreiro

“Às vezes, quando não permitimos que nada nem ninguém nos toque, a nossa dificuldade é connosco mesmos. O problema de fundo é não nos conseguirmos amar, não gostamos de nós, da nossa cara, do nosso corpo, da nossa idade, da nossa cultura, do que temos ou não temos, do que sabemos ou não. Não gostamos, não amamos. E somos infelizes. E acontece-nos disfarçar essa lacuna num orgulho ou numa autossuficiência que apenas escondem (e escondem mal) a nossa fragilidade profunda. Aprender a amar-se a si mesmo, isto é tarefa para uma vida inteira. É uma coisa que nunca está acabada. Estamos sempre a descobrir o que significa.

Quando nos amamos a nós próprios, sabemos também amar os outros. Multiplicamo-nos em atenções e serviços, e nem sempre isso é amor. Damos até muitas coisas, mas não somos capazes de nos darmos. Não raro, o que julgamos ser amor é uma forma de poder sobre os outros, tê-los na mão, controlar, manipular, obter admiração. O verdadeiro amor é entregar o nosso amor aos outros sem estarmos preocupados com aquilo que os outros vão fazer dele.”

“A MÍSTICA DO INSTANTE –  O tempo e a promessa”, Paulinas, 2014


quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

PENSAMENTO EM BUSCA



Abbá-paizinho, olho para o ano que hoje termina e reconheço que tu sempre estiveste comigo. Mesmo naqueles momentos mais complicados em que me parecias distante e era difícil perceber que estavas a meu lado, tu permaneceste e foste a força que me fez continuar a sonhar. Obrigado do fundo do coração… 




grão de mostarda

domingo, 28 de dezembro de 2014

ESCUTAR O AMOR



“A paz é mais do que a ausência de conflito – é felicidade; dá a todos um lugar justo; é plenitude de vida. (…) O desejo de paz alarga o nosso coração (…).
Olhemos para o nosso modo de vida e procuremos simplificar o que pode ser artificial e o que é excessivo. Simplificar a nossa vida pode ser fonte de alegria. Abramos espaços de partilha: o que podemos dar e receber?”

irmão Aloïs, prior da Comunidade de Taizé, in «Quatro propostas para ‘ser sal da terra’».