quarta-feira, 6 de agosto de 2014

PENSAMENTO EM BUSCA



“Fazer a paz começa nas nossas relações de todos os dias com os que nos estão próximo. Somente podemos almejar ser artesãos da paz na sociedade e nos graves conflitos de hoje em dia se o somos, à partida, nas relações com os que nos rodeiam.”
(Meditação do irmão Alois: A coragem de ser criador de paz. Quinta-feira, 31 de Julho de 2014)


 

grão de mostarda

terça-feira, 5 de agosto de 2014

PENSAMENTO EM BUSCA



“Para sermos criadores de paz, tomemos o tempo de compreender o ponto de vista dos outros. Assim, os nossos olhos abrir-se-ão para ver sinais de esperança, mesmo em situações difíceis. E somos impelidos a colocarmo-nos próximos dos que atravessam provações.” 

(Meditação do irmão Alois: A coragem de ser criador de paz. Quinta-feira, 31 de Julho de 2014)




grão de mostarda

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

PENSAMENTO EM BUSCA



Perante os conflitos armados que estão a acontecer e os vivemos, quase ao vivo, pelos meios de comunicação social, sentimos a urgente necessidade de nos educar e de educar para a PAZ. É de uma irracionalidade e de uma desumanidade tremenda matar uma pessoa.
Precisamos de aprender a gostar de nós e dos outros, de respeitar-nos e respeitar os outros.



grão de mostarda

sábado, 2 de agosto de 2014

ESCUTAR O AMOR



“A vitalidade e a pertinência do Cristianismo dependem fundamentalmente da abertura de cada cristão para a experiência de imersão no Mistério de Deus, por via de Jesus (…). Se nos assombra a beleza do caudal do rio que transporta vida por entre os campos, não nos podemos esquecer que, a montante, está a nascente.”

Carlos Maria Antunes “Jesus, o mistério que nos atravessa”, in Jesus uma Boa Notícia, em parceria com Gustavo Sousa Cabral (edição Livraria Fundamentos, Braga, Abril 2014)



ESCUTAR A VIDA



Caríssimas e caríssimos,

os PENSAMENTOS EM BUSCA desta semana inspiraram-se em poetas que nos interpelam pelas opções essenciais da nossa existência. Hoje, em ESCUTAR A VIDA, recorremos às palavras de Manuela Carmena, ex-juíza espanhola. Numa entrevista, a propósito do lançamento do seu livro “Por qué las cosas puedem ser diferentes”, propõe-nos: só a convicção individual de que uma nova Terra é possível, poderá mobilizar a vontade colectiva.

Fraternalmente,

grão de mostarda


UM CAIXOTE DE ALTERNATIVAS

A rua não é muito grande e pouco curvilínea; consegue-se mesmo olhá-la toda de um só relance, ladeada de pequenas casas, rodeados de campos cultivados. Em cada uma das entradas existe um caixote para o lixo público, daqueles verdes com uma grande tampa por cima. Quase sempre, de cada vez que o homem passa pela entrada poente, o caixote está aberto…

“Há que procurar alternativas para cada situação”, diz Manuela Carmena, ex-juíza espanhola, em entrevista à “21 – la revista cristiana de hoy” (edição de Julho), a propósito do seu livro “Por qué las cosas puedem ser diferentes” (edição Clave Intelectual). Nele se levantam questões éticas sobre o momento presente, na perspectiva da responsabilidade individual na vida colectiva, a nível político e social.

Reconhecida pela sua atitude ética nos cargos exercidos no sistema judicial de Espanha, Manuela Carmena (70 anos), agora reformada, assume nesta entrevista uma enorme confiança na humanidade, nas suas capacidades de transformação do actual sistema político-financeiro. E a exemplo do que sublinha no livro, refere que a urgência das mudanças não surgirá de uma revolta gerada pelo pessimismo, nem tão pouco revoluções de massas. “Esse é o grande equívoco...”, diz.

Que fazer? Manuela Carmena valoriza “a imensa capacidade de transformar que qualquer pessoa tem”, o que não significa que privilegie as atitudes individualistas: “O modelo realmente relevante para mim é a reorganização da sociedade em pequenos projectos”, adianta à “21 – la revista cristiana de hoy”, recordando a existência de “experiências interessantes” nascidas dessa premissa. 

E se ressalta que “a imaginação tem de ser a essência das nossas vidas”, não tem dúvidas em reconhecer que a atitude comum ainda é a de dizer: “Não tenho meios, o sistema está mal organizado…”. Para Manuel Carmena o poder colectivo de gerar alternativas está suspenso da decisão individual: “Cada um de nós podemos mudar o curso de um processo com a nossa atitude pessoal”. Só esta convicção – “que é imprescindível”, reforça – permite “imaginar uma alternativa possível”.

…Mas de cada vez que ali passa, o homem desvia um pouco o caixote da parede e fecha a tampa. Como se fosse uma rotina. E um dia, já o sol caía, ao passar pelo caixote, estranhamente fechado, escuta duas vizinhas, encostadas ao umbrais das suas casas, a comentar: “Agora, parece que já não cheira tão mal aqui na nossa rua…”